sábado, outubro 14, 2006














PAÍS

O que sobra em mim do que pedi,
darei em dobro a quem realmente precisa,
tudo o que em preces roguei pra ter,
rogarei pra que venha alguém pra comer.
tudo o que é de mais vai ficando pra traz,
tudo o que sobra não são, são demais,
e o nada não é falta, é fartura,
coisas maus divididas,
c que comer, entre as criaturas.

Era o mundo que desejei, e agora desanimado,
entrego-o aos de mais coragem, mais ousadia,
sonho que não se realiza, não é sonho, é fio,
fino tênue, que com qualquer gesto arrebenta,

Era o mundo por mim sonhado, como o Brasil,
que amparado por Deus por todos os lados, luziu,
da luz do sol apenas, nada conteve dela, e a lua,
reflete na noite inútil, pessoas com fome, vazias.

Este era o País que tentei, e em desventura, fugi,
de cá, de lá, aonde estou e vou, serei um colibri,
quem vem e volta, que volta e vem, nunca além,
de onde estão as rosas, e o que tem neste jardim?

Esterco, maruins voando acima, aviões de guerra
e soterrado pela terra, sementes gestantes mortas
adiantado o serviço, tomaram sumiço, no enterro
e há quem diga: a maldição é da terra, das covas.

Tudo erroneamente são respostas dadas ao vento,
que ao homem de bom senso, nisso desacredita,
falta vergonha, pudor, igualdade enquanto gente
pois ao Deus de todos, somos da mesma barriga.

O que cabe a cada um, cada um já sabe a tempos
no entanto insistem na farsa, premeditam fazer,
e fazem, mas fazem nada, em benefício do tempo
que urde e já alguns tem passado, sem desfazer
.
naeno:141006

Um comentário:

Daniela Mann disse...

O seu blog é agradável e vejo que por aqui se respira poesia...
Abraços da Daniela

TERESINA

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