sexta-feira, setembro 08, 2006


BONITO PRÁ CHOVER

Já guardei dentro de mim,
o nosso sonho.
Estou aceso prá viver,
eterno tempo,
Quero você aquém do mal,
além do bem, o melhor da vida,
mulher da vida malinando
no meu peito.

Hoje amanheci só prá te amar,
é que o dia anda bonito prá chover.

naeno:apanhados




GALERIA

Hoje me me vi, por acaso
andando em contados passos,
ali, no vão de uma galeria,
envolto em vidros, claros espelhos,
mas sem sentir-me, não dei-me um abraço.
Também pudera, a quanto tempo vi-me,
já me são estranhos, o espaço, a vista,
e tendio a dizer-me não és, és outros,
não vês o tempo também andando aí
e que te vês só, e desacompanhado,
nunca tentastes oferecer teu préstimo,
e ninguém quer, nem mesmo tu que vês, aqui, alí.
Assusta-me às vezes a minha franqueza,
de desmetirme-me, certo às vezes, mesmo,
me sinto lunático, e tudo em mim são incertezas.
Apraz-me apenas o sonhar no tempo,
onde em alguns momentos, sou o mesmo fui,
e com esta certeza e esta comapmhia,
vou e me abandono no calor dos dia,
mais aconchegante que os espelhos frios,
que mais me complicam, pois não me iguala ao que vi,
trnsformando-me no que nunca fui, nem sei,
me procurando, na galeria em vão, aqui, e ali.


naeno:apanhado




NÓS

O amor é o que não cabe em nós,
e depende só de nós,
quando, tão sós,
buscamos muito,
apertar os nós.
Taí, foi fácil andar,
por sobre os trilhos,
sobre os caminhso,
tamtas vezes trafegados.

quinta-feira, setembro 07, 2006




AMOR DIVAGAR

O que é o amor visto dos olhos de quem ama,
será o mesmo amor sentido por quem é amado?
Amor é sentimento, e o sentir nunca se mede,
aos olhos de quem recebe, pode parecer, consolo,
e ao que ama, também pode sentir-se pouco gostado.
Divididos, por solução, será saber em quem dói mais?
Podem sentir que um só ama, e que um só é amado.
Só que o amor não se permite, divisões e casos parcos,
é o amor dado por um, do mesmo tanto, do amado.
Porque se assim não fosse, não excluiria-se o amor,
continuava como sendo, os espinhos e as flores,
que necessarios, se dependem: o espinho, protetor,
a flor que de toda graça, de névoa fina se lava,
seria ela o amado, que não sabe bem se tem amar.
Nas medidas em que se dão, amados, flores, espinhos,
não há o que deduzir-se, do amor que cada um sente,
o amor tem de ter dividido, o gosto, a intensidade,
deixando os amantes quietos, sem julgamento, sem nada.
Amor, desgraça de uns, de forma, a graça de outros,
quem nesta vida não teve um amor, de forma até insinuado;
sofreu, ou fez sofrer muito, e por isso já foi apenado,
por descumprir as medidas, o tempo, de amar e de ser amado.

naeno:apanhado



















BURRICE

Eu diria que não tenho opinião sobre o racismo, tenho sugestão: É a de que o maior erro de que se tem conhecimento na história mundial é o Racismo. Racismo não só simboliza a divisão equivocada entre pretos e brancos e vice-versa, mas de todos os que diferem de um modelo concebido pelo diabo. Porque de Deus não partiu. Ele criou a todos, com a franqueza de que estava elaborando um ser comum: o homem. Existem homens pretos, brancos, pardos, amarelos, aliás existe um arco-íris humano. Como existem também àqueles que diferem na postura, que é de sua, e tende a se portar como o seu adverso. Falo dos homesexuais. Qual a culpa que alguém tem em ser um homo, hetero, sexual. E que desvantagem o mundo leva em ter essas pessoas em seu contingente. Nada. Perde e perde muito por excluídos, não dar a eles o mesmo grau de importância e representativade que os ditos certos, tem. Arrependi-me de escrever a palavra certa, por que eles são tão errados. Errados em se acharem superiores, errados quando perdem aliados tão importantes nessa guerra, que existe e ninguém quer referir-se a ela: a Guerra da burrice contra o bom senso.Às vezes me pego pensando, a discriminação é uma besteira, ilógica. Como pode um homem sentir-se superior a outro por um destoar de cor e de comportamento. Meu Deus! O homem convive com problemas muito mais sérios, esses sim dignos de interferência, rejeição, e repúdio. O homem é capaz de conviver com a violência, com os tarados, pedófilos, com sos que matam em série, com os que roubam, etupram e matam. No entanto fazem essa sacanagem com os seus iguais, com as boas gentes, do arco-íris, dos gays, e outros que por ventura existem. Será que um branco, frente ao espelho se ache mais bonito que um negro? Não ele não se acha. Ele ali está se comparando a outro branco bonito, ou querendo ser um deles. O que eu quero dizer é que o racismo é um problema recorrente, desde nossos mal-passados antepassados, que infiltraram, soro adentro, essa idéia diabólica, sem termos.Vergonhoso pra nós brasileiros, que em nossa absoluta grande maioria somos de descendência negra, e que temos um grande contingente de homossexuais. Em sua maioria pessoas talentosas e, que por causa desta maldita postura, o Brasil perde e perde muito.Agora em parte considerável, os governos brasileiros que se sucederam, tiverem e tem responsabilidade sobre isso. Por exemplo: O programa de inclusão do negro na escola é uma atitude digna de se louvada: louvores a ela, no entanto para mim, o negro, como o branco devia competir tete a tete, para isso há tempos o governo já tivesse colocado um sistema de ensino, Público em pé de igualdade com a iniciativa privada. DInheiro para isso o governo tem, por que tem para manter esse bando de ladrões eleitos, esse covil de assaltantes e preconceituosos que é o Congresso Nacional.

“Pelo pisado do pé”,
ninguém diz: é negro, é branco,
a pele dista, mas é só um manto.
Branco tem preto no olho,
No olho do preto tem branco,
E Deus os fez, com amor, do mesmo tanto “.

Quem não gostaria de resolver seus conflitos existenciais, suas depressões recorrentes, seus medos dscabidos, da forma, com, a coragem e hombridade que um homossexual faz, para se impor diante desta sociedade horripilante, onde só, atualmente se inventa o que é desnecessário e desprezível.

Naeno:070906





BRISA

Estou voltando,já boca da noite,
o vento de açoite, assanha o coqueiral,
já sei é começo de tempo de estio,
com todo este frio, vai chover mais não,
mas eu só penso, é em quem me espera,
um amor de terno sossego,
bem do lado da vela acesa,
com os olhos pro terreiro, só me esperando.
Um amor lindo, de olhos de campina,
que enfrentar termporais, me anima,
é pra esse amor que eu estou voltando.
Eu tô voltando,é pros braços da vida,
que ela tenha ainda,a mesma ternura,
quando eu chegar de pedir pr'eu deitar,
agarrar-se em minha cintura, desejo de amor,
depois perto, raspando a boca,
me deizer que de amor está louca.
É esse amor, é prá quem estou indo,
e a noite, o tempo dormindo,inqueta o meu coração.
Tomara que eu já chegue perto,
do meu bem, ai, minha inquietação.

naeno:pamhado



BAILADO

Amar é o que se pode dizer: entregar,
é noque se pode aventurar,
sem riscos de morrer, por que riscos não há.
Amar é o que pode chamar,
uma ventura, tempo de colher,
o que já se plantou, o que se vai plantar.
Amar é um mistério fácil, não engana,
vocês bem sabe aonde está pisando,
amor é um delírio, sem febre,
teus olhos me mirando.
Amar é todo dia normal,
um beijo em meio a um temporal,
onde a gente se molha, se aperta e chora,
amar é se entregar natural.
Amar é um gemido sem dor,
é uma cortina linda de flor,
a separar teu canto de trocar a roupa.
Amar é um estado de paz,
quando rir um do outro, se apraz,
amar não é negócio, é coisa duradoura,
quem ama verdadeiro,
gosta do tempo lá de traz.
Amar é um esquisito bailado,
onde são perdoasos os pisões,
amar é dclinar-se acanhado, por ter dançado.

naeno:apanhado









BAILALRINA

Olho a bailarina, como salta enpina,
cai num pontilhado, rastros de Iara;
andndo por sobre as águas,
quantos, ela tem de afetos, habilidosa garça,
como a dançarina, fazem gestos, igual.
E eu sonho desperto, na ribalta, quieto,
julgo, qulquer gesto, até comer picoca,
um temporal provoca,
olho a bailarina, com olhos de ainda,
quando mirva as luzes.
eu eu vejo a bailrina,
não acho normal, alguém voar, alçar,
distanciar-se do chão, rodopiar, acima,
de onde vão meus olhos.
Ai, elal vai voar, e que seja assim,
pousar, leve seus, por sobre mim.

naeno:devaneios:06

VÔO

Chega de estórias,temas de outrora;
não há quem não olhando em mim,
é necessário que eu repita tudo, enfim.
Eu quero o mundo, o amplo mundo,
onde, sem voar como como uma gaivota,
e voltar, prá onde se bem quizer,
e, eu pousarei, nos teus braços, mulher.
Não quero auroras, não as de outroras;
só quero a guia dos teus belos olhos,
que é para quado eu estar longe de ti
gritar teu nome e se tu me ouvires,
relançarem-ve de volta já os teus gritos,
e eu em emoções, eo que já foi,
chamar teu nome, usar da mão, de outras natizes,
guardar para o final, a rima, o pouso normal,
confessar-te tudo, um lindo nome; o nome dela,
falar também, tão desigual, também pudera,
fostes um santo remédio, bom, Thais.

naneo: apanhado











BEM ME QUER

Hoje acordei muito cedo,
com o canto dos passarinhos,
desfolhei o bem-me-quer, o mal-me-quer
prá ver se tu me queria.
Passarinho quando canta,
deixa alegria na gente,
e eu querendo que tu ouvisses,
só pra ver o que tu sentes.
Se é desprezo, ou uma esperança,
que me vão sinalizar teus olhos,
temendo que última pétala,
fosse uma surpreza atroz.
O o que mais anseio, quero, espero,
é amar-te sem enganos,
ter teus olhos, de faróis,
nos desvios da procela.
Hoje eu acordei sozinho,
mas um dia acaba o encanto,
desse amor tão complicado,
que inda não vejo, calado,
me entregue do mesmo tanto
.

naeno:apanhado

quarta-feira, setembro 06, 2006


VAI

Segues o teu destino,
vais ver o teu jardim,
há plantas que precisam,
dos cuidados teus.
Vai, não considera,
o tempo, é uma quimera,
que a gente mesmo inventa.
vai, que é primavera,
Rega a roseira,
zela por ela,
olha o jasmim,
que o mato infesta,
Olha que vida,
é uma dívida
que não se paga,
e eu te daria,
o que pedisses,
por tuas mágoas.
Vês nas tulipas.
a carência d'água,
ver nos meus olhos,
ver nos abrolhos,
que as folhas cobrem,
vê a tua vida,
porque na ida,
será ainda, primavera.
Olha as avencas,
desgovernadas,
subiram a cerca,
estão do lado,
pode o vizinho,
de bem com ela,
pode também não ser,
nem achá-las belas.
Vês tua vida
como tem sido,
como tem ido,
cadê o sentido,
olha prá mim,
e me promete,
cuidar do teu jardim


PESADELO

Levanto, já pela décima vez,
felismente já é dia,
acabo por livrar-me de um tormento.
Dormir, no seu sentido, dormir,
quietar-se corpo, mente, é bom,
passar numa vigília, levando argila,
prá enterrar os bichos, maus pensamentos,
sentimento qué é sortilégio da alma,
que, em se vivendo acalma, mirando o paraíso.

Eu tenho isso, aqui comigo, tenho,
que pesadelos são os incômodos,
da mente alerta, e o consciente pleno,
voando certo, para onde pousa,
você fugindo, do corpo incendiado,
e nunca acalma. E é sem remendo,
das dores ternas, lá da infância,
tempos severos, calos na alma

Pesadelos, pesam, até doem as costas,
sonhar, dormir, é corda para o amnhã,
dormir, sonhar ruim, não é de todo mal assim.
você terá à mão, até poder criar, outra situação,
dizer, por exemplo: nesta estória eu não era o vilão.
Mas bem disposto, lavado o rosto, sentir-se o peso,
dos percalços, das mentiras, das avenças, do mal.
Prá insso não tenho cabeça, confesso, a minha dei à inquisição,
por isso sumam, sombrios vultos, estas visões,
quando acordado, ando calado, sem me livrar.








ATÉ O FIM

Eu não passarei mais pelos mesmos desenganos,
não profanarei, a vida toda é desuma,
quando eu me vi cair sob os teus assédios,
bem que eu poderia ter resistido, ou não.
Amor que não se transa, é mero melodrama,
e só o que se vê: brigas farpas, corações na mão.
Bocas tão distantes, de viajem o interesse,
rosas arqueadas, sob as costas, um senões,
dias mal passados, noites sem pregar na cama,
malfadados gestos de tentar cantar a mesma canção,
que marcou não sei o quê, deixou tudo prá ver,
eu não sairei, por que, bem, já estava no portão.

Não, não deixarei, me iludir por tuas mãos,
presas no portal, e soas alto o meu nome,
bom, fosse esquecermos quem não fui, o que fostes não.
E tu a muito sabes que ao amor, se exitou,
desconfiou no começo, se arrepende no fim,
não dá mais para mim, nem a ti, convém não
se tiver outro endereço, te direi, mas não vai lá nao
basta: bem neste ponto, está bom, fomos até longe.,
Sem mais concorrer, um com o outro, me acena a mão.
Que eu me rcompenso, me refaço, desse tempo,
tempo tão ruim, sofremos os dois, até o fim,
e pra ti declino meu olhar, para não me arriscar em outra ilusão.



















TRANSBORDA

Dentro do meu coração, tem um rio,

e uma ponte que ameaça ruir,

eu vejo perigo de não

me salvar dessas águas.

Ó meu amor,

nunca queira me amar, como eu,

Ó meu amor,

nunca queira me amar como eu,

te amo.

O sofrer do amor,

é o da dor mais profunda,

e nem toda chaga que existe, no mundo,

faz tantos olhos chorarem,

e tantos penares.

Ó meu amor,

nunca queira me amar, como eu,

te amo.

naeno:81



VÕO PRESO


Abriu-se em mim, uma porteira,
soltou-se o meu pensamento,
agora, débil, vai até achar, provocar meu tormento,
seguir por estradas vagas, tocar em outros momentos,
tomara, que ele não traga, o que já esquecimento,
como os sintomas de dores do meu coração doente,
que Deus lhe desvie dos olhos da minha doce morena,
que eu não queria o abandono e nem deixar por deixar,
mas sei o quanto é doloroso disso de novo lembrar.
como o vapor buzinando la na linha de chegar,
como as noitadas de junho, seguindo o boi Manacá,
e os cheiros bons das roseiras, o mel de arapuá.
sobressaltou-me um tormento,
fechou-se em mim a porteira.

naeno:apanhados



PALHA DE ARROZ

O rio beirando rua, num arremedo de cais
o vapor de Parnarama, chegando de Palmeirais,
o velho homem do porto, de olhos postos no rio,
sentindo todo o vazio de sua pobreza, em paz.

Maria, boca da noite, na pensão familiar,
tem nos olhos de manhã, a luz clara do luar,
cadê teu povo noturno, teu povo maior Maria,
teus operários da noite, nas oficinas do dia.

Ali onde habitou, a rua cheia de tédio,
hoje mora outra dor, feita de casas e de prédios,
já nem sei se essa rua, realmente existiu,
ou se foi obra de algum bêbado, num acesso de poesia.
Vendo no rio, outro sonho, mais refletido que a lua,
inventou um cais tristonho, os habitantes da rua.

Climério/Naeno:apanhados



CUIDADO

Não permita Deus, que eu morra
sem que eu volte para lá,
lá onde o rio se curva,
e volta pro mesmo lugar.

Lá onde a relva é mais verde,
e a lua é musa de todos,
em nenhum canto do mundo,
ela renasce de novo.

Aqui é tão direferete!

Nova, ou sem nem uma luz,
cheia, inteira, no altar,
a noiva tão caprichosa,
a mais bonita do lugar.

Noiva que já tem guardados,
redes, crochês, e o perfume,
água de cheiro, alecrim,
beijos, carícias e ciume.

Aqui eu sou tão ausente!

Redes tecida no dia,
que é prá de noite dormir,
ao lado do amor que ama,
e que de novo amaria.

Lado direito da rua,
a quarta casa é a sua,
não permita Deus que eu corra,
senão não verei a lua.

Dá uma saudade na gente!

Impetuosa, no tempo,
que é de ficar assim,
o luar quando está cheio,
ilumina todo o capim.

Capim, relva pisoteada,
pelo gado que rumina,
o que comeu no outro dia,
e mastiga de magrugada.

Aqui eu estou reticente!

Não permita Deus, que eu morra,
sem que ainda cheque lá,
ver o céu cheio de estrelas,
não deixe que o tempo corra.

Ninguém vai me vê contente.

naeno:apanhado



CHARMOSA

No teu andar displiscente,

carregas, insinuante,

teus olhos, velas acesas,

teu cabelo esvoaçante.

Que eu paro e dou meu tempo,

com toda calma a te olhar,

não me enebrio só da figura,

te olho, como a contemplar.

Da tua beleza eu tiro certezas,

será que me enganas, trapaceias,

teus estintos, odores, fraqueza.

Moça dos olhos volúveis,

o teu olhar preseunçoso,

mata que mais bala certa,

me deixas triste de novo.

Eu a estas horas ue sei,

que deixas parada a rua,

homens retorcem a cabeça,

ceia boa exposta na mesa,

iguaria que se come crua.

naeno:treino:050906


terça-feira, setembro 05, 2006




natal

por um tempo eu vi, toda alegria que podia o mundo,

era um Deus Menino, a falar baixinho, de um amor profundo.

e nesse momento de contentamento do meu coração,

me senti tão perto de meu Deus presente, e elevei as mãos.

eis aí o meu servo, a quem eu amparo por todo caminho,

sobre Ele eu faço repousar meu braço, todo o meu carinho.

e naquele tempo era tão comum, tantos reis na terra,

a obediência de um homem prá o outro até matar na guerra,

foi assim que Deus, ao julgar violada toda sua lei,

não mandou profetas, todos ofendidos, Ele mesmo veio.

e chegou tão simpes, numa manjedoura, num leito de feno,

mas era o mais bonito, todos O olhavam, como a um Deus supremo.

e quando eu me lembro que aquele Menino, foi tão diferente,

me angustia a alma, em saber que os homens foram tão ausentes,

quizera que o mundo, só por um segundo, O visse de novo,

e deixasse Ele, como sempre quis, conduzir seu povo.

eis aí o meu servo, a quem eu amparo por todo caminho,

sobre Ele eu faço repousar o meu braço, todo meu carinho.

música do cd. entre nós - cantada por xangai



CONSULTA


O que é o futuro?
. . .
O futuro é o que impossibilita o muro,
a ser transpassado!

E o que é o futuro?
.......
O futuro é o presente
desembrulhado.

O passado, o que é,
.......
O meu nunca, é um presente,
Ele nunca passou.

naeno: apanhados:


RIBEIRA

Rio de minha cidade,
que não dá passagem pra rua,
e todas as ruas começam
nos rumos que vem a lua.
Rio que passa tão quieto,
não tem o balanço do mar,
tem o requebrar da morena,
sorrindo de tanto de amar.

E quem não ama este rio,
só quem ele já matou,
por puro descuido e sina,
menina de primriro amor.
Rio que corta a cidade,
ou a cidade se estancou,
num cais tristonho que havia,
antes que tudo chegou.
Rio até onde tu vais,
tudo que levas é saudade,
rio outrora, outro rio,
águas que tem minha idade.
Tenho ciúmes, e me qiueto,
mal pulsa o meu coração,
ao saber que quando passas,
vais e não mais volta não.
E fica lembrança perdida,
do que restou, que passou,
nem são nem as mesas águas,
quem vejo agora, não sou.

naeno:apanhado:01














AMOR NATURAL

Só me sinto bem quando estou só,
contigo e só, com a natureza,
vejo o que já sei, e outros mistérios,
teus olhos refletem, e, com mais clareza,
vejo-me em teus olhos e tu te vês nos meus.
Aqui a quietude me deixa ouvir-te,
não fogem de mim teus gesto, e a timidez,
com que ainda me vês, e eu com os medo teus.
Vejo-te melhor e muito mais intesamente,
percebo estampar-se no teu rosto docemente,
o que era mia dúvida, agora um certeza,
meu bem como é bom nós dois, sós, a natureza.
Lindo resplandece o gigantesco sol,
e logo os procuram, amarelos, giras-sóis,
que por todo dia, inebriados, sequem a luz,
esta abençoada luz, que se nos mostra,
e a nós expõe tanto, e ao amor nos induz.
Linda relva, verde lastro, um tapete,
que aos teus pés tão lindos, fgrás, se arremete,
e fica tão tem, tu por este além,
além de quem ficou, foi embora,
além de quem não soube a hora.

Amor te amo, e vejo agora, quanto e tanto,
também a natureza, que expõe a tua beleza,
de forma, de jeito, e gosto. Como eu te amo.
Eu me sinto bem, contigo, só com a ntureza
.

naeno:050906

segunda-feira, setembro 04, 2006





TRIBUTO A G. DIAS

MInha terra tem palmeiras,
onde canta o assum-preto,
ha tardes onde o horizonte,
aponta pro mundo inteiro,
não penso que nunca volto,
meu medo é não retornar,
aos braços de quem deixei,
num asceno triste, na tarde,
e é por isso que nunca dei,
por conta das aves daqui,
nem vi se palmeiras tem,
mas lá, no meu paraizo,
amor, saudade, issso tem.
e tem meu amor esperando,
da forma como deixei,
confiante em minha volta,
e chorará na volta, eu sei,
do seu amor verdadeiro,
do seu amor cuidadoso,
amor perde o sentido,
de ver em outros destinos,
um amor assim, saudoso.

naeno:040906




PAIXÃO

Ah, parece uma viagem,
a caminho das estrelas,
dormitar quietinho,
neste colo teu.
Ah, parece uma estiagem,
parece uma miragem.
quando eu olho fundo
nestes olhos teus.

Quando eu fui dormir sedento,
não deseja por água,
euqueria só beijar,
estes lábios teus.


Meu amor, te amo,
e, tão docemente,
o teu nome vive,
em minha boca sempre.


Parece que eu vou indo,
sou eu quem vai sumindo,
quando dizes adeus.


naeno:040906



ATRÁS

Com quem eu encontre pela estrada,
abordarei e farei, como nunca fiz,
direi em gestos de aleria encontrada,
o amor me espera, um certo, me diz.
Eu quase não posso falar, de ânsia,
de aperto bom, bem no peito, um triz,
e só quero agora, encostar o meu rosto,
no cólo dela, encurtar essa distância.
E se o que se anuncia for, de dentro,
do coração, verdade, já sintoi o gosto,
da linda boda, que já beija com a ânsia,
de quem se queima, de amor, no ventre.

Na volta não terei mais tanta pressa,
me voltarei inteiro para os devotos,
e calmamente seguirei na ida deles,
na procissão por pedidos, que se apressa,
eu por ajuda, complascência, e pelos votos,
mostrarei, ao meu amor, de lado, deles.
Mas se o que dizem do amor: não se interessa,
por quem deveras guarda uma ilusão, noto,
minha poesia demoronar, cair, sequindo eles,
mas não será, não poderá, perder-se em reza
um paradoxo, pois Deus dá, tanto que boto,

naeno:040906 .





POR UM TRIS

Digamos que é querer demais,
que o laço que me prende a ti,
resista a um temporal maior,
não, meu bem, já e demais.
O teu destempero me sedus,
me reluz, re reduz, ao que sou,
e assim já demais,
Se agé hoje a gente foi feliz,
como quiz, por um triz,
prá que destruir a nosa paz.

Digamos que é querer demais,
que eu seja um espelho teu,
já refleti, dormente, contente,
o nosso amor.
Se até hoje a gente foi feliz,
como quis, por um triz,
prá que destruir a nossa paz.

Climério Ferreira


GINA

Te descortina, Gina,
mostra o teu riso claro,
deixa o teu corpo,
magro e franzino. fazer,
o moviento da felicidade.

Por mais que se evite,
tudo acontece,
como acontece a rede que se tece,
prá depois dormir.

Tudo é tão simples, Gina,
tão complicado,
por mais que eu ande,
por mais que eu fuga,
eu andarei, apaixonado.

naeno/climério:80
COISAS DO OUTRO MUNDO

Dispor, usufruir de um mecanimos que te facilita a vida, é tudo o que se quer. O mundo apressado, as pessoas estressadas, em sua maioria, fazem, até de rompante, uma opção, sem pensar até, e dão mão do computador, da internet. A internet foi uma das coisas que veio no bojo da "globalização", hoje, igualmente moradores de todo o mundo fazem uso desse mecanismo que, como falei antes, é ágil, fácil e barato. E isto é exatamente do que as pessoas andam correndo atrás hoje em dia. No entanto, como cheio de virtualidades, oportunidades, falicilidades que esse serviço dispõe, haveria de ter algo escabroso, que, talvez não por pretensão, apenas porque escapoliu da lista dos vistoriadores, e existe, este ítem, infelizmente.
Eu conheço uma pessoa bem jovem que está sendo ameaçada por uma pessoa através do tal Orkut. Ele, julgo um ente descompensadado, mal vigiado pelos pais. Vive, por não saber concorrer, competir, ganhar, perder, e isso devia ter aprendido com seus próprios criadores, vez por outra recorre desse "comunicador Orkut, para lhe fazer ameaças, faz a ela e a pessoas ligadas a ela, e, por alongamento, a toda sua família.
Não sei quem são os responsáveis pela disponibilização deste serviço, de extremo mal gosto, vez que, de todos, é o que contribui para a alienação, notas baixas, prejuízos aos pais, uma vez que quem não estuda vai reprovado e, em sendo reprovado, repetirá o ano e, em assim acontecendo, as coisas vão ser refeitas da mesma forma; um saco para o pai que pega, que deixa no colégio, mais umas doze mensaliddes caras - disso todo mundo se queixa. E eu me pergunto, com lágrimas de revoltado: que droga de benefício este Orkut traz para as famílias, para seus usuários? Eu tenho um sobrinho que só dorme às seis horas da manhã, está comprometendo sua faculdade; ele cursava duas, agora está mal com uma. Um detalhe: não são só adolescentes que se servem desse maldito opcional, são também os velhos tarados, os universitários de corpo e mente vazios, os frustrados que não têm coragem de encarar uma menina de frente e apresentar-se como gente a ela.Veio esta praga com a globalização.
Eu, como economista, julgava que a globalização seria uma forma de compensar os países que não podiam usufruir de certas regalias, vamos dizer assim, às quais só tinham acesso os países desenvolvidos, mas nada, o Brasil encheu-se de bugingangas chinesas, produtos que não chegam nem perto, em qualidade, dos nossos, e desse vírus, como vieram tantos, nas naus dos colonizadores, que veio a abelha africana, que já matou uma enormidade de gente, e o Orkut, que repudio e farei campanha contra agora.

Naeno:030906

domingo, setembro 03, 2006



AMOR

Não, se tem poucas flores,
nesse bouquê que invento,
eu quero é que tu não aches,
de mim não guardes
nenhum mal pensamento.
As rosas de que me lembro,
são de uma primavera, distante,
e eu não sou mais mocidade,
mas ainda a mim invade,
de um jeito tão docemente,
as lembranças que guardei,
porque eu só vejo em ti,
meus melhores tempos.
Deus te fez foi prá mim,
e guardou-te, para assim,
amar-te, não ter mais fim.
E os enganos de hoje,
acertos que eu sei,

quando a ti mulher,
entrego este meu sentimentos,

assim meio, num revés,,
o meu amor tem provimentos,
até prá ser com tu és,
isto faz tanta direrença,
,
És das mais belas figuras
por seres tu, não mais ninguém,
sindo por ti um amor, sem cura,
e a ti que eterno amo ,
eu espero ser o tanto,
que meu tempo te procura.
Ah, princesa do agreste,
és a mais linda, inconteste,
teu olhos iluminam o resto,
que sobrou, do que é tão bom,
o sopro em minha alma,

já acostumou ao tom.

és o cantar de um sabiá,
que formoso canta pousado,
num galho de manacá,
mexendo as minhas lembranças,,
tempo, infinito, bom.

naeno:030906





INSPIRA

Eu faço poesia como faz seu caminho,
percorro em tortos trechos, outros retos,
e se o amor encontro, e que é uma ventura,
a ele me dedico, paro, e continuo,
o amor espreita, às vezes, numa espera,
e também se estreita, sem dar uma passagem,
e no transcorrer, da letra, o guia, nos engana,
rasgam-se os mantos, ficam nos espinhos,
mesmo o pensamento, que induz o dizer,
se emudece, como um escurecer, sem ninho.

Ai, amor, saduades, guardo tantas,
que o melhor, seria não continuar,
estás a minha espera? não, cansastes do dia?
Pois fiquem esperando, a estrada, a poesia,
amor, já estou quase chegando no fim,
espera um pouco mais, pensas: tens a mim.
Desilusão, porque, já sofri o tanto,
mais do que sonhei. E se fico no ponto,
Como está a vida, eu te perdeirei, a inspiração,
és só no penso, amo, escrevo, em ti me abandono.

naeno:030906



NÃO

Se peciso fosse,
se o necessário for,
passar por tua ausência,
eu não teria dúvidas no olhar,
eu olhava a ti, sem pestanejar,
dava-te meus beijos, meu sorriso,
insinuava o nosso paraiso, e te diria:
Meu amor já sabes, meu amor não saia.
nessa ilusão, pois só tu ocupas o meu coração,
se preciso for, arrancarei todas as flores, como
um vento devastador. E todas eu te daria,
como em outros dia, só em ameaçar,
chover, sem eu estar prevendo,
por não te ver à minha volta,
eu fui violento,inesperado,

como os replampejos.
não é preciso não.

naeno030806

O céu é o limite.

O que faz do homem, um alvo fácil de ser atingido, de qualquer lado e distância? A própria astúcia humana, que, sem medidas, é o diferencial responsável pelas diferenças berrantes, pelas perseguições descabidas, pela utilização da vida e suor do outro.A política previdenciária do Brasil, foi enfim consolidada, ocorrendo aí prejuízos para quem já, sossegadamente, vivia com seus parcos rendimentos, contados centavo a centavo. E o que fizeram os políticos brasileiros: como forma de descompensar a todos e fazer cair drasticamente os valores de muitas aposentadorias, delimitaram, para baixo, o valor dos pretensos a se aposentarem; tributou benefícios que antes sobre eles não recaía nenhuma sobretaxa, até porque, por toda a sua vida profissional, de trabalho e luta, eles já haviam contribuído o sufuciente para, em idade de aposentadoria, fazer jus ao que estavam percebendo. Isto não se explica. Se o governo diz que com o apurado dessa retenção de impostos a mais conseguiu melhorar a condição de vida de milhões de brasileiros, na prática isso não se consuma em verdade. Ainda existem, como sempre, os famintos, degredados, expoliados, mortos de fome, os sem teto, os sem terra - enquanto o interior do Brasil encontra-se completamente abandonado, desolado, sem interessar a ninguém -.Deslize pior cometeram os políticos, dessa porção de terras, quando permitiram a proliferação de filiais de bancos com razão social diferente, com o simples intúito de tomarem desses aposentados que, vendo agora sua renda diminuída, recorrem a esses agiotas, se submetendo aos juros que eles bem criarem. Atualmente, no Brasil, todo banco, do menor ao maior, mantém funcionando, em cubículos espalhados pelos centros das cidades brasileiras, um ponto de empréstimo e direcionado, especificamente, aos aposentados. Isto é ou não é uma imoralidade visível?Todos os dias eu reflito sobre isso, sob o foco do interesse duplo: julgo ganharem simultaneamente agiotas e governo. O primeiro porque tira de suas costas a responsabilidade de remunerar condignamente os aposentados; os segundos, por estarem com a faca e o queiro na mão. Emprestam sem riscos, posto que o governo autorizou a retenção das parcelas do financiamento em folha e aplicam taxas de juros do tamanho que lhes aprouver.É um equívoco ou um erro premeditado? É uma ajuda, ou um desejo de ver a maioria desses pobres coitados mortos, infartados, quando chegar o dia de não terem mais do que viver?Agravando isso funciona a irresponsabilidade dessas instituições desnecessárias, de estarem diariamente mandando correspondências a esses aposentados, oferecendo-lhes seus benefícios, importando-se pouco se aquele cidadão pode ou não arcar com o ônus dessa desventura. Legalmente existe uma idade máxima para que uma pessoa possa se habilitar a uma operação financeira, no entanto eles ignoram, emprestam para quem tem mais de setenta anos, oitenta, até cem, se for o caso. Isso é novo, eu confesso, desconhecia, e, sabia que os velhinhos dependentes de nossa Previdência, incluídos os inválidos, eram protegidos por lei, e não podiam ser humilhados como são. Passam horas na fila do caixa eletrônico; depois, já sol a pino, se metem nas filas desses quiosques ilegais.


naeno:030608

sábado, setembro 02, 2006




ENFIM SOU EU

Há qualquer coisa de mistério dentro de mim,
pois me conheço, e quando dou de estar perplexo,
já no começo sinto e sei, olhar pro fim,
e dom de andar, de prescrutar, o que nunca vi
não são sentimentos, são batidas, repetidas,
que tiro, ponho, beijo e largo, e não conheci.
serão os anjos que habitam dentro de nós,
ou a insensatez, que me marca, a minha vida.


Existem coisas que de mim saem, e eu nem sei,
da existência, da viagem, que percorreu,
por esse tempo, estou adiante de tudo, mero,
só sonhos loucos, mas quem sonha, é mesmo eu,
e se insisto em prolongar nesta pousada,
quanto mais fico, vão ficando, por deitar,
e dormitar, em mim, um hospedeiro, do nada,
pois quem hiberna dentro de mim, mesmo, sou eu..

Há mal assombros nas estradas que percorro,
e sobre meus ombros uma bagabem pesada,
que se eu parar, não poderei seguir nos passos,
que eu vinha antes, de omitir que trago nada
o que levo mesmo são levíssimos penares,
que só por sorte, ou por azar, não me tiraram,
as ilusões de que em mim há algum mistério,
dou-me por louco, passo disso, ai, penares.

naeno:020906

DESACOSTUMADO

Pode se chamar alegria
aquilo que sinto agora,
de acostumado aos maus tempos,
eu nunca posso e não invento,
coisas que eu não sinto à flora.

Veio saudades em mim,
e eu sorri, veio tristeza, igual
como eu sentia,
e de tudo isso, não tomei sumiço,
tinha um vento bom, e tão desigual.

Deve ser loucura, o amor que amo,
ainda não me deu muita confiança,
e mesmo asssim eu rio solto, e livre,
algo se desatou, algo se desarmou,
e eu agora estou nesta bonança.

Deve ser perplexidade, por minha idade,
já um tanto na frente, da claridade,
e eu de tormentos, rio e choro de verdade,
não sei o que eu fiz, para agora, por um triz,
eu estar sorindo, eu estar brincando, e isso arde.

naeno:020806




PERPLEXO

Anjo, que sobrevoa meu sonho,
me deixa alerta desperto,
me deixa muito mais perto
das coisas boas da vida.

Anjo, te enxergar é complexo,
é se curvar circunflexo,
compenetrado, diante
de tua luz refletida.

Não quero nexo,
sem essa ausência de sexo,
eu quero te ver perplexo,
anjo tirado de mim.
Te quero, anjo no céu,
te quero, voando ao léu.

naeno:climério

CLARICE

Cadê Clarice,
o que foi mesmo que ela disse,
que deu pra fazer um choro,
o que foi, que ela me disse.
O que pensava Clarice,
com a esquesitisse,
seus olhos falavam mais,
que sua boca de Matisse.
Que fala agora, minha musa,
e o que lhe deu de meninisse.
e o que me fez
querer romper com esse mistério,
Clarisse não estava aqui,
a encontrei num monastério.
rezando baixo,
confesssando seus pensamentos,
Louvando o Alto,
com os olhos de firmamento.

Cadê Calarice,
quem foi que a conheceu,
passou o dia escureu,
e só conversei com seus olhos.
Por era triste,
uma menina abençoada,
que encontrei
contando estórias,
com seus olhos embassado.
Cadê Clarice,
pergunto, e alguém já disse,
que a viu de outras matises,
de cores tão diferentes.
naeno:faztempo






CERCADO

Havia naquele campo, o canto,
naquela vila a vida,
de animais correndo,
Havia naquela vila, a vida,
naquele campo, o canto
de animais contentes.

Mas hoje, desse gado manso,
do andar do ganso,
sabe o fazendeiro,
que teima em reforçar a cerca.
em acabar com a praça
a pista de passeio.

Já houve aqui nesta cidade,
luzes e claridade
de estrelas mim,
já ouve feira e livre amor,
prá quem gostava, assim
de amar com todo o ardor.

naeno:temposdeditadura


enfim

Quanto de ti há, mpegnado em mim
que me arremete ao tempo, onde enfim senti,
quando tudo eu via, com o olhar brilhoso,
são dessas lembranças que passei, vivi,
o gosto bom de ser, estar-se pleno, em si.
Saudades em estoque carreno no meu peito,
que do peso quer lançar a carga fora,
meu corpo que mostra cansaço, defeitos.

De tudo que fiz, isso apraz minha alma
e até experiento conforto, e relaxo,
quando andando à toa, sem ndnhum destino
pelos vãos da casa, que às vezes de acho.
Por esses momentos julgo que a saudade,
não pasa de ser um capricho imposto,
por sobre nós mesmos, pela nossa pressa,
de amar e amar, sem dar trégua ao gosto da felicidade.

naeno:020906

sexta-feira, setembro 01, 2006





DESENGANO


Barcos singrando, o mar andando
e o que eu faço aqui olhando,
perdendo tempo, retendo vento
nos meus olhos a machucar.
Só de lembranças, me alimento
não faço nada e como o barco,
eu vou tomando, distância grande,
do que eu era, prá este momento.

Barcos sempre somem, com maré,
só eu me perpetuo, com o mesmo motivo,
ser voluntário compreensivo, um cativo,
filho da vida sem saber mesmo que é
um homem que amou demais, passou da conta
e não pensou contar as penas, e quem lhe der
amor, não quer mais não, olhos são visão,
prender-me mais, que já estou, de vida tonta

naeno:010906


VELAS

Noite densa, só vejo estrelas,
delas que nunca deixam de se notar,
vejo outros pontos menos longíquos,
são só sinais, velas de barcos presos no mar,
como lamparinas, nas casas do interior.
que iluminam casas, dentro, e até lá fora,
as luzes do mar são dos veleiros
e as luzes das casas são candeiros.

Alguma coisa a noite mostra,
a escuridão não é de toda morta,
se vê lampejos, se vê ruidos desejos,
e a escuridão se esquicha por toda porta,
Mais algum tempo, quando já for sol,
se procura e não se ver mais, os focos,
nem se ouvirá ruidos de casais,
porque a noite deixou a casa só.


naeno:010906



INSANO

Ah, se tu me perdoasses,
meu bem seria o fim
da minha liberdade.
ah se tu me condenasses
ai seria o fim de minha insanidade.
eu não procuro buracos, pra não cair.
eu não provoco e me coço, de não dormir.

Ah, se tu me alforriasses
meu bem seria um meio
da gente se esbarrar.
e se tu me pusesses no meio
dos infratores, sem jeito,
a gente se ajeitava.
eu não estou procurando sarna pra me coçar,
eu não provoco e me invoco, só estou tomando.

naeno:010906


POEMA FORÇADO

Sou, talvez, a criatura que procuras,
mas sou dessas esquinas,
como nunca tinhas me encontrado.
Em tempo algum me ausentei do teu lado,
e eu só sofria nos cantos calado,
por umor que não dava sinais,
sequer olhava pros lados,
e eu julgava isso uma sina.

Sou, do jeito mais diferente,
sempre encarei como sina,
as verdades comprovadas,
mas nunca sai de perto, o teu lado
eu era um anjo, um encostoi calado,
por um mistério de amor, que era mais,
uma tristeza cantada, era um fado,
e eu fui atraz de uma rima.

naeno:010906




AURORA

Tem um jeito lindo Aurora,
teu cabelo solto, assim.
é como o romper de um dia,
ai, teu nome mesmo mostra,
uma vida para mim.

Tem um jeito lindo, Aurora,
teus olhos fechados assim,
é como dormir tranqüilo
e sonhar, de todo, anjo
outra vida para mim.

naeno:97


EU

Eu nunca vou a lugar escuro,
meu medo é tudo, esbarrar comigo
e eu que não sei nada de conciso
sobre o desafeto, flor do meu umbigo.
E se forçado, o sol se ocultar,
e a terra toda em preto se fechar,
estarei eu perdido totalmente,
acompanhado, e provocado sempre,
por esse que diz a mim furtivamente,
sou dos teus olhos, só ausente,
mas tua boca fala pela minha,
tua cabeça pensa o que já tinha
a mim pensado, visto inconseqüente.

Eu nunca piso em lugares ermos,
na companhia desse eu, sem termos,
abdicado tenho, até dos meus sonhos,
onde me ponho frente dos meus erros.
Eu perderia um precioso tesouro,
ee o tivesse de guardá-lo longe,
pois com certeza, lá não mais iria
só se, em ventura, o que enterrado fosse,
a ser noturno com quem não moraria.
a coerência que nos faz incorretos,
por tantas vezes, esses seres voláteis,
que dizem anjo, de mim, bem pudera,
nos arremetem em retrocesso, quietos


naeno:laboratório: 05



CAMINHO....

Entre o luar aberto e a grama verde
entre meus desejos e o inexistente
o meu ser oculto percorre, do medo
de amor repleto, de ressentimentos
e é de uma lonjura, o tempo tão cedo.
Tudo inexiste, tudo é de encontrar,
o que é real pode ser um incógnito,
e assim tremento vou, medo de olhar.

Tudo o que o vento traz, o tempo e a hora,
e o que deveras foi e o que o amor faz,
os meus estintos já se atrevem mais,
entre o tempo, a hora, que o vento traz.
e tudo é engano, nada é prá considerar,
o silêncio incuba lá de onde paramos,
o medo, a grama, que o oculto traz.

naeno:apanhados:04



TARDE

A tarde se mostra quieta,
não se ouve, em metros,
o que fala o povo,
eu, por desconforto,
o vento vem de dentro,
que até o que falo, moco
nos meus ouvidos não entram.

Tarde sem final, de um dia
que começou coma ameça,
que algo grande ruiria,
mas nenhum ruido ouco,
e o que cairia, eu numa calçada,
um prédio uma sacada,
o amor que já ameaçava.

Tarde dura o tempo,
que outro turno dura,
e se encontrar com a noite,
eu nada verei e nada escuto.
Tarde vais passar, tarde friorenta,
e eu só lembrarei de ti,
como uma tormenta.

naeno:apanhados:02














CATIVO HUMILDE

Estou sob os teus pés,
cativo, dos teus medos,
a tarde hoje está fria,
contigo vou deitar.
Não me constrage
o jeito, que me tens contigo,
é bom ter um amor, te digo
melhor que viver,
é ter por quem morrer,
assim, continuo a preza,
vendo essa bela,
por sob seus olhos.
Amor sem jeito, é defeito,
amor tem que se entregar,
e a timidez, o engano,
rompe o cordão de ligar.
Amor, me tens cativo,
me valorizas mais
do que deixar-me livre,
preso dos meus ais.

naeno:apanhado:02

AMADO

Tens-me cativo,
envolto dos teus cuidados,
e não me queixo,
não vejo ameças em ser amado,
mais eu queria, recluso,
o abuso dos teus olhados,
quem de amor se deixa,
de amar não deita,
descançadamente,
com a cabeça no vento,
sentindo a doçuca
de ser por ti guardado.
Tens-me presa fácil,
e o quizeres, em que me tornes,
todos os papéis farei,
e me tornarei, contigo ao meu lado,
se, porventura o tempo,
der cabo da pena, eu não sairei,
continuarei aqui,
porque não saberia, me perder de ti,
e se se for inevitável,
que eu deixe a clausura, vou,
vou, fazer outra asneira,
uma que a pena, é voltar aqui.

naeno:revisitando:01

TERESINA

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