MEU NADA Lembro da terra que me materialuzou
MEU NADA
TRAMA
Eu me iludo que com os outros.
É mesmo assim:
Por ela transplantados, fustigados,
Enxertados, lavrados.
E que não têm sentido
Os seus caprichos arcaicos.
Tem tudo acertado, e sabe o que faz.
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Naeno* com reservas de domínio
Coisas de Deus...
Tanto amor em mim guardado
E o meu rosto procurado
Por alguém que não me reconheceu.
Minha saudade de vê-la
Meu coração enfeitado
E como andará o dela
Por certo muito mais ornado.
Coisas do destino
Não ter em mim o que ensino
A quantos não sabem deter
Na mão, uma flor, um querer.
Já falo: não amem as borboletas
Elas são amantes do vento,
As rosas do beija-flores
As orquídeas das janelas.
Coisa de quem não tem mais
Do desencontro um sinal
A marca dos pés que procuro
Com o corpo todo, calcados;
Coisas de quem passa olhando muros
Vendo inscrições noturnas,
Quando este tempo, os sinais
São, pelo bem do amor demarcados.
Coisa de Deus
Esse novelo em meu peito
Embara
FAVORECE
QUERER
DESCOMPENSA
A LUA
TEU NOME
ACALANTO
ESTEVE ESCRITO
MEDO
TE PERDÔO
DE DIA