
Pena que de tudo ruim
Muito pouco evapora,
E resta-me a auto-proteção
De tapar os poros,
Inutilizar as mãos.
E o bom, o que a gente ver
E se apetece.
O peito o coração,
Sempre estarão direitos,
Infringindo a contra-mão.
Alguém me assustou dizendo,
Algo terrível aos meus ouvidos,
E tudo que é belo é sentido,
Débeis para uma investida.
Capazes de nos deixarem
Famintos com o coração e o peito a roer.
E sem olhar que tudo ruim,
O opróbrio, o indesejado ser
Que nunca se evapora,
Ficamos sós pra nos defendermos.
Ai os bons dias voláteis,
Vão lá, no cosmo encantando,
Cantando, a canção de esquecer,
Esquecendo, o bem de fazer
E fazendo, quem o amava, sofrer.