quinta-feira, fevereiro 19, 2009

MATULÃO

Vivo das lembranças
De levantar do chão meus pés andarilhos.
Nessas investidas, quase muito eu vi.
A florada no seu tempo certo,
E escutei com displicência o argumento dos homens
Duvidosos das chuvas, de língua seca.
Morro das lembranças:
De apanhar do chão
Meu matulão cansado da estrada.
E eu um homem desertificado
Rezado, benzido pelas sombras boas.
Cacho de alecrim, para espantar mutuca,
Deixando um cheirinho
Que a elas logo assusta.
E de noitinha ouvir a sinfonia mais desencontrada
Da saparia regida do maestro ensaboado.
Araras no topo jogando migalhas
Que até eu, com a fome, que chega às mesmas horas,
Peguei e comi lembranças do chão.
Adoeço só de ver as estradas encobertas
E um céu descoberto, sem uma nuvem que se pise.
Quanto mais me disto desses lugares meus.
____________________________
naeno* com reservas de domínio

9 comentários:

Fragmentos.Betty Martins disse...

.________querido Naeno




já tinha saudades:=)



_____lindo poema


.lendo alguma tristeza____...



_________///





beijO______ternO

delusions disse...

...eu também...



bjinho*
Sofia

Naeno disse...

Eu também, estava envolvido com o Orkut, não posso dizer que não gostei, pois demorei um tempo considerável por lá, mas nada como os meus amigos do BLOG.

Um beijo
Naeno

Esyath disse...

Naeno,

é doloroso pensar que caminhamos pisando em nossos erros, que são decorrentes de nossas escolhas... e respingam em nossas faces... nos humilhando a cada dia demonstrando o quão mesquinhos e tolos somos... A seca do Nordeste não é culpa do homem, mas a infelicidade que lá existe, é culpa exclusiva da dita... humanidade.

Beijos (Des)conexos!

Claudinha ੴ disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Claudinha ੴ disse...

Lembranças... Sempre a nos guiarem pela estrada!
Abraço!

Claudinha ੴ disse...

Lembranças... Sempre a nos guiarem pela estrada!
Abraço!

Nancy Moises disse...

Eii poeta o troco ...
Todo poeta se expressa com o seu mais puro e claro infinito, com sua leveza e simplicidade de alma..
Todo poeta as vezes nem sabe como escreve, e vai escrevendo..
Obrigada amigo poeta...
Saudades mesmo visse?
Ops adorei ver minha conterrãnea Adelia Prado aqui comvc, ela é bem vizinha de casa de minha tia em minas e a vejo nos finais de ano, é uma pessoa iluminada como vc...

janaina de almeida disse...

Os erros sempre estão juntos,mas o mais importante é saber que só o erro tem vez.
Um abraço.

TERESINA

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