
CHORO PRA CARALHO
Eu não choro de uma vez, um único pranto.
Choro aos pedaços, que não se estanca
E quem mede o tanto é o que despeja
É o poder de jorro, a aflição do sentimento
E o sangradouro do coração.
Quanto mais lembro o que já esqueci
Mais me respinga as vestes, águas que se invertem
Em doçura e sal, em candura e mal.
E eu choro, pelos olhos, e narinas
Me molho inteiro, como um dia de janeiro.
Para o que já previam um temporal sem controle.
Choro pelo choro, das lágrimas que vejo
Pelas que escorrem e eu pressinto o veio
Que é infindo, deságua não sei onde
Mas em algum lugar do mundo
O que verti terá valido, como água
Como alívio da sede dos sequiosos
Choro pelo que vem, ou vai, e pelo que nem sei.
Choro pelo que imagino e não vejo
O que imagino existirem, por ai, como eu
Corações mais férteis, lugares desertos
Quem ame mais que eu
Pois não se chora e se dissolve pelo mesmo mal.
E o que provoca essa explosão interna
Dos leitos sob a terra, lágrimas de olho
São as dores, são as dores, são as dores.
São os amores, são os amores, são os amores.
As dores que causam os amores quando doem.
Os amores que causam as dores quando doem.
_________________________________
Naeno*comreservas
Eu não choro de uma vez, um único pranto.
Choro aos pedaços, que não se estanca
E quem mede o tanto é o que despeja
É o poder de jorro, a aflição do sentimento
E o sangradouro do coração.
Quanto mais lembro o que já esqueci
Mais me respinga as vestes, águas que se invertem
Em doçura e sal, em candura e mal.
E eu choro, pelos olhos, e narinas
Me molho inteiro, como um dia de janeiro.
Para o que já previam um temporal sem controle.
Choro pelo choro, das lágrimas que vejo
Pelas que escorrem e eu pressinto o veio
Que é infindo, deságua não sei onde
Mas em algum lugar do mundo
O que verti terá valido, como água
Como alívio da sede dos sequiosos
Choro pelo que vem, ou vai, e pelo que nem sei.
Choro pelo que imagino e não vejo
O que imagino existirem, por ai, como eu
Corações mais férteis, lugares desertos
Quem ame mais que eu
Pois não se chora e se dissolve pelo mesmo mal.
E o que provoca essa explosão interna
Dos leitos sob a terra, lágrimas de olho
São as dores, são as dores, são as dores.
São os amores, são os amores, são os amores.
As dores que causam os amores quando doem.
Os amores que causam as dores quando doem.
_________________________________
Naeno*comreservas
12 comentários:
Naeno,bom retorno para ti.Espero que esteja tudo bem com você e chore quantas vezes for necessário,mas nem tanto.
Um abraço,Paz ebem,beijos.
Eu gosto de chorar, porque quando choro vem do meu coração...não choro sem razão!
É sempre um prazer vir aqui =)
Deixo um beijinho*
Amigo Naeno :
Depois de muito tempo volto ao teu blog, para ler e reler teus poemas canções..Aproveitei pra roubar um texto teu prá colocar no meu blog..mas não se preocupe, vou publicar a autoria, o link do teu blog, tudo..
Abraços e bom fim de semana
TOUCHE
http;//www.poetadeguarulhoseoutrosversos.zip.net
Belíssimo texto.
Naeno,Feliz natal,abraços.
NAENO QUE LINDO POEMA, DESSA VEZ VOCE EXTRAPOLOU... MUITOLINDO MESMO.
UM BEIJÃO TE AMO OTONI
Por que suas lindas poesias sumiram do meu humilde blog? São lindas!
Minha primeira vez por aqui...maravilhoso esse "choro", adorei...
BELO TEXTO...EU TBM ACHO CHORANDO MUITO....
EU FUI AO BRASIL, MAS, AINDA, NAO FOI DESSA VEZ QUE NOS VIMOS....
MAS, TBM, EM DEZ 2009, FUI AO PIAUI E VC SUMIU...KKKK
LOVE U MEU IRMAO
CHORO PRA CARALHO
...
( Não chores!)
:)
nice place!
Adorei!
Até as lágrimas ficaram belas
refletindo tua sensibilidade
poética...
Um abraço.
Postar um comentário