quinta-feira, fevereiro 22, 2007

AMULETO

Andas com o amor amarrado,
Como amuleto no peito grudado,
De vez em quando passe os dedos por ele,
Pense nuns olhos,
E a partir daí verás por eles.

Aonde quer que se destinem os teus passos,
Que já estejam os teus pensamentos,
Penduras o amor e vai,
E tua estrada será isenta,
De ventos tempestuosos,
E dos mais esquivos olhos.
O amor protege como um guardião das abelhas,
O amuleto que tens pendurado, a um desvio,
De dentro dele sai uma centelha,
Que esgueira o medo, muito mais que o sol.

E não anda só quem traz ele ao pescoço,
O amor é um dorso de um elefante dócil,
É o céu dos que já temem a terra,
É uma ambulância equipada inteira,
Repleta de para médicos.

Não correrão perigos os que andam com amor.
O amor é um escudo que só aos olhos de quem tem
Mostra-se. Vidro blindado, segurança dobrada,
Amor é espada, é uma garrafada,
Que quem não acredita, não toma e não fica bom.
Amor é uma inquietação depois da cesta.
À meia noite quieta-se e te protege
Dos manguezais, se neles pisares,
Nas florestas fundas se nelas te arriscares,
Em alto mar, com parco medo, tu emergirás,
E numa queda a que somos propícios flutuarás.
.

3 comentários:

Simone Oliveira disse...

Me deu vontade de ouvir esse poema com violão e voz.
Lindo.
Bjs.
Simone

Ursula disse...

Estava com saudades de ler suas letras. Linda, como sempre. Onde arruma tanta inspiração??
Beijos querido.

Anônimo disse...

Lindo, lindo, lindo!!!
Não estou sozinha quando estou contigo...

TERESINA

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