sábado, setembro 30, 2006













AMOR

Amor é a bolsa que se rompe e nasce o dia,
É o barulho de água de bocas se beijando,
É o silêncio da estrada quando se vai caminhando,
Direcionalmente a ela, que já está esperando.
É o ruflar de azas de aves se amando,
E o entrelaçar das abas, das borboletas,
Que fazem voando.
É o sacrifício que faz o sol em deixar a lua,
É choro sentido da lua em não poder tocar o sol.
Amor é a quimera mais provável,
É um encontro sem horário,
É o despencar do dia, silencioso,
É o raiar fulgurante da aurora, a cabeça do dia,
É um ocaso refletido no espelho do mar,
É o mar em silêncio deixando boiarem,
Barcos, no mesmo movimento, de fazer amor,
Navios, no mesmo intento de repetir, amar,
Velas, que velam, de longe, as loucuras das águas.
Amor é deixar o dia, calmamente, não acorda-lo,
E deixar finalmente que a noite o alcance,
D dê-lhe por fim o beijo, de um desejo secular,
Amor é aquilo que ferve, ardentemente em nós,
E nos deixa esperando, todos estes semblantes,

Para aí, então, poder se constatar
naeno:300906

Um comentário:

chantal disse...

Oiiiiii...eu te visito, tá vendo?! Deixei até comentário da última vez!Humpf!!

Amei a foto e a puizia!

Bjocas :)

TERESINA

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