domingo, setembro 03, 2006




INSPIRA

Eu faço poesia como faz seu caminho,
percorro em tortos trechos, outros retos,
e se o amor encontro, e que é uma ventura,
a ele me dedico, paro, e continuo,
o amor espreita, às vezes, numa espera,
e também se estreita, sem dar uma passagem,
e no transcorrer, da letra, o guia, nos engana,
rasgam-se os mantos, ficam nos espinhos,
mesmo o pensamento, que induz o dizer,
se emudece, como um escurecer, sem ninho.

Ai, amor, saduades, guardo tantas,
que o melhor, seria não continuar,
estás a minha espera? não, cansastes do dia?
Pois fiquem esperando, a estrada, a poesia,
amor, já estou quase chegando no fim,
espera um pouco mais, pensas: tens a mim.
Desilusão, porque, já sofri o tanto,
mais do que sonhei. E se fico no ponto,
Como está a vida, eu te perdeirei, a inspiração,
és só no penso, amo, escrevo, em ti me abandono.

naeno:030906

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TERESINA

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