terça-feira, janeiro 16, 2007

QUALQUER MANEIRA

Você já amou como amam os cães,
A quem as carícias em si não bastam
Pegar e beijar é pouco.
A repulsa, de quem deseja é suportável,
E o cão tenta de novo,
E tantas vezes precise... sem desistir.
Nem pensar em sair do derredor da cadela
E neles inflama mais a verve do amor,
E até se mordem, como se indispusessem
O amor deles e eles perdessem a comoção.
O amor entre um cão e uma cadela,
E de outros bichos da mesma espécie,
É como se fosse uma luta flutuante,
Uma nuvem batendo em outra,
Causando os relâmpagos, faíscas de gozo.
Assim os cães se amam,
E se amam tão intensamente, inteiros,
Que depois do rito, os gritos não os separam,
É um cordão umbilical, agora feito,
E agora nascendo.
Eu queria amar como um cão louco,
E soltaria uivos ao ver minha amada chegando,
E a cheiraria, lamberia todo o contorno do seu corpo,
Até que amada, em troco,
Me desse a flor, a flor do meu espinho.

2 comentários:

caminante disse...

Gracias por tu comentario en mi Blog. Como el Post ya estaba cerrado, tardé algunos días en repasarlo.
Dios te bendiga en ese trabajo tan bonito que realizas.
Un fortísimo abrazo.

Kah disse...

Lindo!!!A gente devia de vez em quando amar feito animais, apenas por prazer, sem esperar nada em troca.Um beijo e ótima semana!!
PS:Linkei você tá?!

TERESINA

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