terça-feira, agosto 15, 2006

Um dia

Amanheço, e a mesma certeza
de que, já que amanheci,
amanheci junto com o dia,
e as mesmas esperanças guiam
meu dia até o final.
Lá pro meio da claridade,
o sol faz recolher-me à sombra
e ausento-me dessa luz,
que o que ela quer me mostrar
são falsas visões, da hora
mendigos pedintes, fora,
buscanco sombra, sentar,
abrir a sesta, comer,
depois com o mesmo semblante
pedir um copo com água.
o sol me faz recolher,
meu medo, e a disistência
me proteger de paredes,
o sol não vai incomodar
nem eu, nem o meu desejo
de ver chegar o ocaso.
Até aqui não fiz nada
a não ser dizer, que gosto
de parte da claridade,
o momento onde se inicia,
o dia, minha esperança,
que não decide a partida,
a não ser que haja mudança.


naeno 15.08.06

Um comentário:

Schüco Dourado disse...

Sinceramente, não sei qual o melhor, a foto - esta é uma das mais belas q fotos q tive a oportunidade de ver - ou música da tua poesia.

TERESINA

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