terça-feira, dezembro 05, 2006


FUTURO

O sêmem posto no meio na mesa limpa
É um alimento predestinado às almas,
Deles proverão noites mais serena
E virão seguintes, dias muito mais calmos.

O sêmem largado e pisado no solo
Ao primeiro sol rebentará,
E dele nascerão, arbusto e gentes,
E a vida de novo se povoará.

A semente da vida é uma invisível
Parte que não cabe por seu tamanho
E sua largura imensurável,
Nem no chão nem na mesma manhã.

O cêmem por se espalhar, levando-se semente,
Outros mundos de valas profundas penetrará
E no gozo, impulsionado pela vida se sente,
Quem fica prenhe, quem se fada a malograr.
naenorocha

3 comentários:

Bruna Pereira disse...

O mistério da vida é belo.

:)

Flávio Machado disse...

Belo poema, e obrigado pela visita ao meu blog.

abs
Flávio

Desambientado disse...

Os teus poemas são fantásticos. Não poderia deixar de dizê-lo mais uma vez.

Parabéns.

TERESINA

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