domingo, dezembro 24, 2006

RUAS

Na minha cidade tem duas ruas de águas
Que cortam transversal as outras ruas
Feitas de pedra, areia e asfalto
E qualquer uma que se tome destino
Todas vão descambar no mar.

Nas ruas que são mais comuns
Por elas andam cachorros e gentes,
Nas duas que são mais largas e extensas
Passam peixes, que não se vê.
E bóiam barcarolas levando gente.

As gentes trafegam por todas
Menos os cachorros que olham
O descer das águas, rumo distante,
Ficam só olhando,
Se bicho sonha, eles ficam sonhando.

As ruas de pedras e areia,
Nas de água e sonho se molham
É um descambar natural,
Como afluentes no grande leito,
A composição da arquitetura,
Se assemelha a ossada de peixe.

Ou um pente que se abrisse,
Ou uns riscos que qualquer um faz,
Um dois traços grossos nomeio
E inúmeros finos que fazem uma grade.
É assim que se concebeu, pelo começo
O jeito de minha cidade.

Uma cidade quente em todas as estações,
Quente com o sol feroz do verão,
Quente com as águas frias do inverno,
Quente como os homens vivendo o
Tempo de das flores, amor e primavera,
E quando as folhas caem, deixando-a descoberta.

naenorocha

Um comentário:

Sergio disse...

ola, naeno!

infelizmnete pela ruas nao vemos tão felizes natais, mas nao por isso deivaria de desejar a voce um feliz natal!


um abraço

TERESINA

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