quinta-feira, outubro 19, 2006

















PERGUNTANDO

Porque o amor nasce sempre assim,
Não enche a barrida, não sinal de enjôos
Não fica a reclamas a realização de desejos,
Que invariavelmente são: comer rapadura,
Ou extremar-se, a querer caviar, uva madura,
Sapoti da Índia, morangos doces,
E sempre imprevisto, rebenta, aos olhos,
E nos acomete da mais árdua tarefa,
Repetidos olhares, eternas buscas,
Ouvir reclames, nãos, sermos dispersos,
Corridos, banidos, pelo pedido gentil.
Por que o amor não se prepara,
Não se arruma devagar, e se encosta,
Como não quer nada, tudo querendo,
E aposta: como você será minha,
Algo assim, menos pomposo,
Algo menos doloroso, que é ficar,
Dias e noites a nos velar, moribundos,
Em alguns casos defuntos,
Tudo por imprudência do amor.
Porque ele não pega e leva,
Consenditamente ou não, e nos dá,
Sem trabalhos, por que é mais um,
Mais uma guerra a travar.
O amor, assim devia, ser como a própria vida,
Se anuncia, se concretiza, se desliza,
Cai num buraco, e pronto.

naeno:191006

Um comentário:

Monika disse...

Leio e nao me canso..me encanto isso sim em ver todas essas poesais tocarem meu interior...gosto do que vc escreve...mto!
Bjokas.
PS: Adorei a comentario enorme em meu blog!!

TERESINA

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