
MOÇA
Moça no primeiro abrir,
conta-me do que senti,
porque de ti vi tudo,
falava e eras muda,
como as noites daqui.
Moça meu primeiro abrigo,
conta-me se eu aprendi,
a contar bem estrelas,
se é mesma a primeira,
aquela que mais luzir.
Mulher dos estintos todos,
agora me vês chorando,
isso nem sempre é assim,
alguns nem dizem nada,
deixam e se abandonam.
Moça da primeira aurora,
vento veio nos açoitar,
sou eu que ainda chora,
porque sei que uma hora,
esse momento passará.
Moça do primeiro dia,
foi tão bom amanhecer,
colado, no teu lado,
e ver aclaridade,
de ti me esclarecer.
naeno:041006

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