terça-feira, novembro 14, 2006


ALHEIO

Ainda não se firmou a noite,
mas prá mim, que ando no céu,
é como que já se fosse,
tudo escuro abaixo, onde já foi.
O ocaso não se completou,
ficou, entre o claro e a escuridão,
e prá mim que vôo ao léu,
não sei ficar em prontidão,
esperando que se complete.
Certo o tempo se encarregará,
de tudo colher, desarrumar,
fazer que se complete o dia,
e siga as estações do céu, do mar.
Fazer surgir do ermo o vento,
que entendam a difusão das horas,
o embaraço dos fios de memória,
que se faça ver este tormento.
Pouco importa de onde o vento
traz os vestígios em seu bojo,
a mim que que num rojão vou,
o que é de ontem, é dete momento.
naenorocha

2 comentários:

batista filho disse...

com que então és piauiense? rss. ironia das ironias: vou num blog de Portugal para só então conseguir uma canoa que me leve do Tejo ao Parnaíba! # o tempo escasso, no momento, não me permite conhecer o teu blog como eu gostaria. logo mais retornarei. por ora, deixo o meu abraço fraterno.

Anônimo disse...

Lindo, tio Naeno! Lindo! Tô esperando o senhor aqui em São Luís!

Bruno

TERESINA

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