segunda-feira, novembro 13, 2006


MONSTRO DA LAGOA

Nem sempre se consegue na primeira mira,
Acertar o monstro que à frente se ergue.
Uma ameaça dúbia, que os olhos se esfregue,
E terá virado um oco de onde sumira.
O perdão foi dado à fera, que não ameaçava,
No entanto aos olhos que erraram a cria,
Fica imposto a mais dura pena imputada,
Depor contrário à luz que já se refazia.
E quando o mundo impiedoso esfrega,
Por nosso rosto as razões da covardia,
Se ergue apenas por capricho dele, a mera
Visão de quem não mais se compadecia.
E estarão tiradas as palavras ditas,
Como que um pacto desfeito, sem vitória,
E terão perdidos, e perdido a vida,
Que por muitas queixas, se dirá inglória
.
naenorocha

2 comentários:

Marta Matos disse...

Oi amigo, seu blog tá tomando forma...risos
è assim mesmo..agente vai aprendendo...seus poemas como sempre reveladores. abraço e não esqueça de aparecer

Naeno disse...

Com muito esforço e pouco conhecimento tenho alcançado já uma forma desejável. Mas tenho perdido uma porção de coisas.


naeno

TERESINA

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