sábado, novembro 18, 2006



BALET

A dança do arrozal tem um nome.
E ninguém a esquece facilmente.
É da alegria de ver que a fome,
Já por se acabar, se ressente.
E quem das sementes já espera
A vida, noutros sentidos, agora,
Já ritma o corpo, movimento aéreo
Para a farta colheita que não demora.
A fome mexe com o homem, assim
Também, por permitir que ondule,
Os seus cabelos, como os lindos cumes,
De arrozal, puro alimento, um jardim.
Dançou o homem os passos da chuva,
Dançou com os olhos a cultuar o campo,
Dançou com os pés a enterrar a dúvida,
O grão, que não o decepcionou e se estampa.
Ai, a vida o que não faz, de quem a ela tem,
Como um fardo de nada, muda em alívio
Quando o que pesa no ombro é um bem,
Uma notícia boa que se anuncia e vem,
Em grãos, em dança, numa boa notícia
.
naenorocha

3 comentários:

Anônimo disse...

Cá estou eu retribuindo a agradável visita. Confesso que gostei deste espaço e tenciono cá voltar mais vezes.
Há um pseudo-desafio a decorrer a minha galeria de disparates.
beijo

Marilda disse...

Oi querido amigo , é sempre gratificante vir aqui. Achei lindo, singelo e profundo o poema que fala "Pelo pisado do pé...e Deus os fez,com amor, do mesmo tanto"!Posso colocar no meu blog?
Tenha um lindo final de semana. Bjuss!!!

João JR disse...

Olá:)
Venho agradecer a tua linda visita ao meu blog e felicitar-te tb pelo teu, que é maravilhoso!
Belo poema este..parabéns a ti tb!
Escrever é um dom..e nem todos o têm!
P.S. peço-te um favor, tive dificuldade em publicar os teus comentários, não perceo porquê..deu-me erro! Ou seja não apareces como blogger! Quando puderes volta ao meu cantinho e tenta comentar outra vez noutro post a ver se dá correcto. Obrigada!
Voltarei aqui outra vez, gostei do que vi e li!
Beijinhos grandes.
Ah...adoro a tua terra! Brasil...terra onde me apaixonei À uns anos e volto sempre que posso. Tenho casa até no Nordeste, sitio paradisiaco:)

TERESINA

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