sexta-feira, novembro 24, 2006


TRISTEZA

Quem menos der por minha tristeza
A levará, na cotação do dia triste,
Sem qualquer tipo de ônus, nem menos
Nem mais, e ainda dou por garantia,
Tratar-se de uma enrustida dor, que dói
Um coração em desespero, que se destrói.
Quem se habilita a conduzir até dentro de si,
O que já está por muito tempo em mim
Um vago, uma descrença em tudo o que vê,
Uma presença determinada, a me querer,
Mas que com certeza se habituará a outro,
Quem mais afagos lhe faça, que eu,
E a saiba amar do jeito que eu não soube,
Uma tristeza que surgiu de mim, agora,
Como um rebento fora do seu tempo
E que arde, e dói de forma a não render
Nada além de lágrimas, e mais, sofrer.
Quem levaria ao porto e despachasse agora,
Rumo a algum lugar a não se saber aonde,
Porque pouco importa o seu destino longe,
Ou perto. Desejo-a livre de mim
Que não soube cuida-la com o empenho,
Que ela merecia; e que talvez seja por isso
Que ela é soberba, uma trama, e desliza.
naenorocha

2 comentários:

Grace disse...

Passando pra agradecer sua visita, e te dizer que amei seu espaço aqui....ótimo fds beijos

O Sibarita disse...

É a tristeza exposta, imposta pelo desespero do coração... Ao poeta é dado essa condição de dizer e diz do seu sentimento...

abraços,
O Sibarita

TERESINA

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