quinta-feira, novembro 02, 2006















NOTURNO

Quieta, ouve o silêncio quase impossível,
só a uma hora dessas se tem,
tempo em que dormem os homens,
não trafegam carros, não passam trens.
Ouve com o silêncio do teu coração,
as estrelas concentradas em oração,
é das horas do dia, a mais quieta,
quando elas se comunicam só com o coração.
Aqui embaixo onde estamos,
este momento é o da transformação,
das cicatrizes em vestígios invisíveis
se transformarem, sararem as dores,

como se não, nunca em nós foram visíveis.
Ouve o murmúrio quase inaudível,
das águas à superfície,
nesta hora até os peixes dormem,
porque amanhã quando for dia,
voltará o alarde dos homens inquietos,
voltarão na mesma forma os indícios,
de que a paz, selênico nesta noite se viu,
e prevalecerá a normalidade do ofício
.
naenorocha_________________________________________________________

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TERESINA

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