segunda-feira, novembro 06, 2006




CRISTO e BUDA


Cristo veio ao mundo utilizando-se de dois veios luminosos. Um, o ventre da Bem aventurada; o outro o lume direto da encarnação. E não se destinou discordar de ninguém que aqui já agiam em acordo com o que se propunha. E Ele contou com poucos, porque o lado dos infiés, culturadores de infinitos deuses, cada um criador e benfeitor da mesma coisa, o mundo, a vida. Cristo desses destoou, no entanto, com a minoria, daqueles que tinham o senso claro de se expor a concórdia, a paz, o bem e a coerência, com esse Ele se afinou. Coerência que coincide tão somente com essas verdades. Quem antes Dele já havia falado, se questionado, com relação à condição humana desigual, Ele não refutou, antes fortificou essas verdades já citadas. Como fez Buda, um predecessor de Cristo, que como Ele, não no grau de santidade, mas de coerência com a essência santa que existe sem dúvida em cada um de nós; mas que nem sempre sabemos explorá-las e torna-las audíveis e assimiláveis para os demais de nossa mesma essência. Buda referiu-se ao amor, à solidariedade, ao reconhecimento humano... de espaço, de chances e oportunidades; foi contrário radicalmente às diferenças de sina e sorte, sendo Ele o primeiro a se ajustar ao modelo concebido à época por Ele.
O papel de Jesus foi, por santidade, por não ter uma falha a que Ele se atribuísse. No entanto, se punha no papel de um ser comum, aí se fortificava os ensinamentos de Buda, quando explicitamente considerava todos, além de serem da mesma essência, também em condições de viverem a usufruir de tudo o que de bom e ruim existe na vida, na terra. Nenhum dos Dois são divergeentes entre si, em suas constituições e papéis. Só que existem aqueles, que ainda hoje persistem em se auto-denoninarem, intitularem, superiores. Isso numa visão errada. Porque o fazem embasados na importância, em posses, em vantagens adquiridas, sabe Deus como. Cristo, como Buda, pensou muito, falou pouco e escreveu nada. Os seus discípulos é, que movidos pelo Espírito Santo, a outra vertente, visível em Cristo, em Buda, e possível em qualquer um de nós. Cristo deixou patente a sua ruptura com o Antigo Testamento, puras transcrições de lamentos, dores, guerras, sangues, escravidão, diferenças entre os homens; este o mesmo mundo com que Buda rompera ao atirar suas túnicas reais, seus anéis, seu castelo, sua identidade com a realeza prepotente. Eu, como cristão, que temo a Deus, pela necessidade plena de viver harmoniosamente comigo e com os outros, nunca questionei a Buda, colocando-o na condição de homem comum. Buda foi sem dúvidas mais um dos bons Homens iluminados, como foi Ghandi, como foram outros que, por coerência agora deveria citá-los em ordem decrescente.
A diferença, a grande diferença é que Jesus Cristo já veio na condição de Deus também. E fazia-se notar assim, quando era posto em prova pelos descrentes da época. Cristo operou milagres. Ressuscitou dentre os mortos. Buda não o fez desta forma, mas também ressuscitou, a Si, quando hoje o conhecemos como um virtuoso; um homem, que, no qual, talvez São Francisco de Assis tenha se inspirado, - é esta uma teoria minha,- foi capaz de ressuscitar quantos mortos perante à vida. Práticos da incoerência, da intolerância, da ganância, do poder.
Cristo, ao romper como Velho Testamento, cheio de controvérsias e passagens ainda por se acreditar, fez uma síntese, de dez mandamentos recebidos por Moisés, em apenas um O AMOR. Citando: esses dez mandamentos se resumem em dois: Amar a Deus sobre tudo e ao próximo como a ti esmo. Não são portanto dois mandamentos, é um apenas.
Buda do seu lado, fez coisa idêntica. Rompeu com uma infinidade de mandamentos da época e evidenciou o Amor como condição para se ter a vida plena. Eu tenho a convicção de que Buda, ao fazer isso não estava visando só o mundo terreno. Devia Ele imaginar que nenhum homem trabalha, age, sem ser sob a mira da recompensa, até os ditos santos. Porque quando agimos como santos estamos vislumbrando a vida eterna. O único pilar que segura o homem de fazer emergir os monstros da lagoa, de eclodirem feras sem pudor, distorcidas, capazes de toda espécie de atitudes.
naenorocha

Um comentário:

(L)oca disse...

...e assim disse...e assim penso...

TERESINA

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